terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Fique atento: alguns alimentos podem sabotar a sua dieta.

Hoje em dia a busca pelo corpo perfeito faz aumentar a procura por dietas, que aliadas com exercício físico, auxiliam na perda de peso. Estão na “moda” dietas milagrosas que prometem a perda rápida de peso. Na verdade, elas podem se tornar desagradáveis, pois, normalmente, há a perda de peso sem qualidade, o que acarreta o chamado efeito sanfona. Isso acontece porque tais dietas podem restringir algum nutriente fundamental para o organismo, além de resultar apenas na perda de líquidos.
             A alteração dos hábitos alimentares geralmente traz efeitos benéficos, atingindo, assim, uma mudança significativa no corpo. Contudo, algumas vezes isso não acontece e a explicação pode estar nos alimentos que compõem a dieta. Muitas pessoas, por desconhecimento, consomem alguns alimentos acreditando serem leves, saudáveis e adequados para a sua dieta. No entanto, muitos deles são calóricos e possuem altas taxas de gorduras, o que pode atrapalhar.
            Alguns alimentos que exigem cautela na hora do consumo:
1.    Granola
Este mix de cereais, frutas secas e castanhas leva fibras e vitaminas que dão saciedade e energia, mas também contém açúcar. Invista na versão diet/light da mistura. Em 100 g de granola tem 421 calorias. É recomendado que se coma granola no café da manhã para ganhar mais energia e ainda ter o dia inteiro para gastar as calorias.



2.    Água gaseificada e com sabor
Beber água para hidratar o corpo é essencial para a nossa sobrevivência e para a manutenção e perda de peso. Com base nisso, muitas pessoas acabam ingerindo esse tipo de água em excesso. Contudo, estas não devem ser consumidas em grande quantidade, já que apresentam altas concentrações de aditivos, adoçantes e, às vezes, até açúcar.


3.    Saladas perigosas
A salada costuma ser uma opção leve e refrescante, principalmente para aquelas pessoas que querem perder peso, mas aquelas temperadas com molhos prontos, azeite, queijos, azeitonas e croutons devem ser evitadas porque costumam possuir muitas calorias e gordurosas saturadas. Uma opção mais saudável é um prato de salada de folhas verdes, tomate, pepino e palmito, temperada com molho de iogurte desnatado e acompanhada de uma proteína mais leve, como o peito de frango ou peixe grelhado.


4.    Açaí
A fruta da região amazônica faz sucesso, principalmente nas épocas de calor, pois proporciona uma sensação de refrescante. Apesar de ser rico em nutrientes (principalmente: cálcio, ferro, vitamina B1), o principal problema do açaí é a quantidade de calorias, são 248 calorias em 100 gramas. Outro problema são os complementos que normalmente são consumidos juntamente como: granola, banana picada e leite condensado. O ideal é consumir o açaí puro e, que seja em substituição ao lanche da manhã ou da tarde.


5.    Comida japonesa
Um dos alimentos que as pessoas mais gostam da culinária japonesa é o sushi. Apesar de ser feito com alga, vegetais e frutos do mar, o alimento tem a base de arroz e, às vezes, recheios calóricos como o cream cheese. Sem contar as versões fritas.  O sushi têm entre 20 e 45 calorias cada um. Portanto, o seu consumo deve ser equilibrado.




6.    Refrigerante light ou zero
Os refrigerantes desse tipo não possuem calorias, mas um outro elemento do refrigerante causa preocupação nos especialistas: o adoçante. Os especialistas alertam que quanto maior for o consumo de adoçantes, maior fica o desejo por doces. Estudos apontam o efeito do adoçante nas papilas gustativas fazendo com que fiquem mais receptivas ao sabor doce.



7.    Barrinhas de cereais
As barrinhas de cereais são ótimas opções para os lanches intermediários, mas contêm, em média, 100 calorias, portanto não devem ser ingeridas à vontade. As que possuem cobertura de chocolate costumam ser as com mais calóricas.


 Diante dessas dicas, o que realmente deve ser feito é uma reeducação alimentar acompanhada por um nutricionista, para que o emagrecimento seja atingido de maneira saudável. Para isso, a dieta recomendada pelo nutricionista deve ser além de quantitativamente suficiente e qualitativamente completa, harmoniosa em seus componentes e adequada à sua finalidade. Vale lembrar que cada dieta deve ser específica para cada pessoa, ou seja, cada um de nós possui necessidades metabólicas diferentes e por isso devemos seguir dietas diferenciadas.
Referências bibliográficas:

Postado por: Marília Barreto M. P. Lima

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Atletas vegetarianos X Atletas onívoros





Tem sido cada vez mais comum a substituição das carnes de origem animal na alimentação e a adoção do 
vegetarianismo, em busca de uma vida mais saudável, seja por motivos culturais, religiosos ou filosóficos. Por definição, segundo a União Vegetariana Internacional, ser vegeratiano corresponde "a prática de não comer carne, aves, peixes ou seus subprodutos, com ou sem uso de laticínios e ovos". Existem ainda os Veganos, grupo de pessoas que seguem conceitos éticos com base na proteção dos animais, não consumindo nenhum produto(alimentar ou não) de origem animal.

Grande parte da população tem adotado este novo estilo de vida, e tem-se observado um grande numero de atletas aderindo a esta nova forma de alimentação. Apesar de os estudos publicados acerca do tema serem escassos para se ter uma confirmação cientifica, já foram descobertos algumas divergências quanto ao rendimento esportivo.
  
Capacidade aeróbica
No que diz respeito a capacidade aeróbica, artigos publicados desde 1970 observam que não há diferença cardiovascular significativa entre o grupo dos vegetarianos e os não-vegetarianos, mas ressalta-se que o grupo que não come carne, tem predominantemente a sua dieta baseada em: carboidratos, fibras dietéticas, magnésio, potássio, folato, cobre antioxidantes e fitoquímicos, que são essências para minimizar os efeitos oxidativos a nível celular, combatendo o envelhecimento e sendo importante em esportes de endurance.

Força muscular
Apenas um trabalho publicado em 1999, por Hebbelinck, constatou uma pequena desvantagem muscular do grupo vegetariano em relação ao onívoro, acrescentando no fechamento de seu trabalho porém, que é prematuro tirar conclusões definitivas sobre a questão, pois pouco se tem publicado sobre o tema.

Vale ressaltar que pesquisas constataram que atletas que cortaram a carne de sua alimentação apresentaram uma baixa ingestão de riboflavina, cobalamina, vitamina D, cálcio e selênio, que a longo prazo diminui a massa óssea, por prejudicar a sua fixação. Também foi observada uma diminuição na ingestão de ferro, que pode levar ao quadro de anemia, interferindo de forma negativa no desempenho do atleta, à medida que limita o transporte de oxigênio para os músculos em atividade.

A prática vegetariana pode proporcionar diversos benefícios à saúde humana, desde que bem planejada para atender às necessidades nutricionais. E o mais importante é salientar que cai por terra o mito de que ser vegetariano é incompatível com a prática esportiva.

                                                                          Postado por : Rafael Rioja Arantes

Bibliografia: Correio Braziliense, terça feira, 4 de janeiro de 2011.
http://hi5.com/friend/p387703779--Vegetarianismo--html




domingo, 16 de janeiro de 2011

Vale a pena acrescentar Lichia ao cardápio? Sim!!

A lichia é uma fruta de origem chinesa e seu cultivo é conhecido desde 1500 a.C., mas no Brasil seu consumo é mais recente. A primeira lichierira, no Brasil, foi plantada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 1810 e só foi comercializada 160 anos depois! Hoje ela é cultivada, principalmente, em São Paulo. A melhor colheita se faz no período de novembro a janeiro, acompanhando o mercado nessas épocas de festas de final de ano, quando a procura é maior. Ela tem uma casaca vermelha e bem rugosa, sendo fácil de ser descascada. Já a polpa é gelatinosa e translúcida, lembrando o aspecto da uva, tem um excelente sabor, vale a pena experimentar!
Além de saborosa, ela pode ser um aliado no controle da tão odiada “barriguinha”. “A licha tem apenas 6 calorias, o que representa, mais ou menos, 0,3% do que um adulto pode comer ao longo de um dia”, estima a nutricionista Raquel Magalhães, do Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. E para melhorar, a leveza da fruta não é o único argumento a favor na discussão de estratégias antiobesidade, como mostrou um estudo realizado pela Universidade de Hokkaido, no Japão, que analisou a perda de gordura abdominal em voluntários que receberam extrato de lichia. “Ao final de dez semanas, eles derreteram 15% a mais de gordura na região da barriga do que os participantes tratados com placebo”, explica o médico Jun Nishihira, que conduziu a pesquisa. E ele revelou sua suspeita, de que o efeito se devia à cianidina.
A cianidina é um pigmento que tinge a casca de vermelho e, apesar da polpa ser branca, há também sua presença, ainda que em quantidades bem menores, e mesmo assim, continua sendo eficiente na ação sobre as gorduras. “Vale lembrar que não existem alimentos milagrosos para o emagrecimento”, alerta Mirian Martinez, nutricionista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. “A lichia pode, sim, dar uma força se associada a uma dieta equilibrada e à prática de atividade física para cumprir essa função.” Não adianta se esbaldar com ela e, em seguida, comer uma série de alimentos calóricos. Lembrando que a cianidina também tem ação antioxidante, ou seja, ajuda no combate contra o envelhecimento precoce e diversas doenças. Dentro do organismo, essas substâncias doam elétrons aos radicais livres, estabilizando-os e impedindo que provoquem alterações celulares. “Ao captar os radicais livres, as antocianinas colaboram para prevenir problemas cardíacos e câncer”, afirma Eliana Vellozo, nutricionista da Universidade Federal de São Paulo.

Além disso, a lichia também é uma fonte rica em vitamina C e em potássio. “A vitamina estimula o sistema imunológico, aumenta a resistência às infecções, auxilia a cicatrização de feridas, aumenta a absorção do ferro pelo intestino e evita o envelhecimento precoce”, enumera Carla Christimann, nutricionista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. É importante ressaltar que por conter vitamina C, a fruta deve ser armazenada em locais frescos e sombreados, pois se for exposta ao calor ou a luz, pode-se perder essa substância. Já o mineral que aparece em maior quantidade, o potássio, “atua no equilíbrio da água do organismo, ajuda no armazenamento de proteínas musculares, na função renal, na contração do músculo cardíaco e no relaxamento muscular em geral”, diz Solange Saavedra, gerente técnica do Conselho Regional de Nutrição de São Paulo e Mato Grosso do Sul.  
Portanto, aliar atividades física à uma alimentação balanceada e à ingestão de lichias, pode ser bem interessante!!
Curiosidade:
Em uma porção de 100 g (aproximadamente dez unidades sem casca)

Valor energético.............66 cal
Carboidratos..................16,53 g
Proteínas........................0,83 g
Gorduras........................0,44 g
Fibras.............................1,3 g
Cálcio.............................5 mg
Fósforo...........................31 mg
Ferro...............................0,31 mg
Potássio..........................171 mg
Vitamina C.......................71,5 mg
Tiamina...........................0,01 mg
Ribofl avina.....................0,065 mg
Niacina............................0,6 mg
Fonte: Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

Andressa Gomes Barros
Fontes bibliográficas:
-http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20612004000400036&lang=pt
-Revista Saúde!, edição de dezembro de 2010

BEBER ÁGUA GELADA EMAGRECE?


Para qualquer um que queira perder peso essa pergunta é estimulante. Se você simplesmente quer saber se seu corpo queima calorias para aquecer a água, a resposta é sim. Mas afirmar que isso influencia na sua perda de peso ou na manutenção do mesmo é diferente.
Para entender como funciona é necessário entender primeiramente o conceito de calorias. Calorias, com c maiúsculo, são aquelas usadas para descrever a quantidade de energia contida nos alimentos e calorias, com c minúsculo, é definida como a quantidade de energia necessária para elevar a temperatura de 1 grama de água em 1̊C.   
Assim, considerando que a definição de uma caloria é baseada na elevação da temperatura da água, é seguro dizer que seu corpo queima calorias quando tem que elevar a 
temperatura da água gelada a sua temperatura corporal.
Para descobrir exatamente o que nosso corpo queima quando ingerimos 500 mL de água, vamos levar em conta algumas considerações:
  • A temperatura da água gelada pode ser estimada em 0˚C
  • A temperatura do corpo pode ser estimada em 37˚C
  • É necessário 1 caloria para elevar a temperatura de 1g de água em 1 ̊C
  • Há aproximadamente 500g em 500mL de água
Nesse caso, portanto, seu corpo queima 18.500 cal, mas essas calorias, com c minúsculo, equivalem a 18,5 Cal ( 1Cal = 1kcal = 1000 cal). E, numa dieta de 2000 Cal, essa quantidade não é muito significativa. Supondo que o recomendado é uma ingestão de no mínimo 2L de água por dia ao final de uma semana, seu corpo queimará 2220 Cal extras. Assim, você definitivamente não deve depender do consumo de água gelada para substituir o exercício ou uma dieta saudável; beber água fria em vez de água morna, de fato, queima algumas calorias extras, porém não é o bastante para garantir uma perda de peso.



Catarina Tenório


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Colesterol “bom” pode diminuir risco de Alzheimer

      Comumente as pessoas se referem ao “bom e mau” colesterol, mas muitas vezes essa designação pode gerar dúvidas e atrapalhar o entendimento sobre o assunto. Mas afinal o que é ser bom e ser ruim???

           O colesterol é um lipídeo do grupo dos esteróides que tem origem endógena 70% (produzida pelo próprio organismo, principalmente pelo fígado) e origem exógena 30% (adquirida através da alimentação). Ele exerce papel fundamental no metabolismo do organismo: participa da produção dos hormônios sexuais (testosterona, progesterona); da formação das membranas celulares; da produção da bile; do metabolismo de algumas vitaminas. Por ser uma molécula insolúvel em água e, consequentemente, no sangue, é necessária a presença das lipoproteínas para que ocorra o seu transporte pela corrente sanguínea.  As principais lipoproteínas são:
● VLDL (lipoproteína de densidade muito baixa): transportam colesterol e triglicerídeos do fígado para os tecidos;
● LDL (lipoproteína de densidade baixa, pois possuem mais gordura-colesterol- e menos proteínas): transportam colesterol do fígado para os tecidos;
● HDL (lipoproteína de densidade alta, pois apresentam mais proteínas e menos gorduras): transportam colesterol dos tecidos para o fígado, ou seja, retiram o colesterol da circulação sanguínea.
Baseando-se na função exercida pelas lipoproteínas HDL e LDL, é que, popularmente, denomina-se colesterol bom e colesterol mau, respectivamente. Portanto, o colesterol ruim (LDL) é assim chamado, pois quando em excesso pode ser depositado nas paredes das artérias, causando vários problemas cardiovasculares como a aterosclerose.
            Em uma pesquisa feita com 1130 adultos com 65 anos ou mais moradores de Nova York, EUA, demostrou que pessoas as quais possuíam altos níveis de HDL na corrente sanguínea possuem menor probabilidade de desenvolver o mal de Alzheimer. Como essa doença só pode ser oficialmente diagnosticada após a autópsia, as pessoas que apresentavam os sintomas da doença eram classificadas como prováveis. Durante certo tempo, os participantes foram submetidos a exames psicológicos e neurológicos e com base nos resultados os cientistas observaram que dos 101 participantes que desenvolveram o mal de Alzheimer, 89 eram classificados como prováveis.
             No final da pesquisa os pesquisadores constataram que as altas taxas de HDL no sangue possivelmente podem diminuir o risco de sofrer derrame, fator que está diretamente associado com o aumento da incidência de Alzheimer. Uma provável explicação pode também estar relacionada com o fato que o HDL ajuda a impedir que a proteína da doença se forme no cérebro.

Referências Bibliográficas:
Postado por: Marília Barreto M. P. Lima

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Por que tem gente que come muito e não engorda?

Muitas pessoas desperdiçam seu tempo a procura de uma resposta convincente para essa pergunta. Muitos não se conformam em ver aquele amigo/amiga que, apesar de comer todo dia salgados na lanchonete, chocolates, bolos e outras maravilhosas bombas calóricas, continuam magrinhos, sem engordar uma grama enquanto você se esforça para lanchar uma frutinha, já que qualquer alimento com um pouco mais calórico é suficiente para fazer com que você engorde uns gramas.

 

O responsável por essa covardia é o chamado metabolismo. Para manter-se vivo e desempenhar as diversas funções biológicas, o nosso organismo necessita ininterruptamente de energia. Nós, seres humanos, necessitamos oxidar substâncias orgânicas para adquirir energia. Essas substâncias estão presentes nos alimentos principalmente sob a forma de carboidratos, lipídeos e proteínas. Diferenças no metabolismo fazem com que algumas pessoas queimem mais calorias do que outras para manter as funções do organismo funcionando.  

 

Agora, o que fazer para ter um metabolismo mais acelerado? Pois é, a péssima notícia: pesquisas indicam que o fator genético é um dos principais determinantes do metabolismo. Ou seja, nasça com uma genética ao seu favor ou será necessário esforça-se para manter o peso. 

CONHEÇA OS FATORES QUE FAVORECEM OS CHAMADOS "MAGROS DE RUIM"

SORTE NOS GENES
Alguns genes têm sido associados a acúmulo de gordura. O mais famoso é o FTO. Um estudo alemão recente, publicado na revista Nature, mostrou que ratos que não têm o FTO nunca ficam obesos. Mesmo comendo muito e se mexendo pouco, queimam muitas calorias. Como? Quem descobrir será um sortudo.

METABOLISMO ACELERADO
Para viver, é preciso ingerir diariamente um número X de calorias. Essa é a taxa metabólica basal - a base necessária para respirar, raciocinar, manter os órgãos funcionando. Algumas pessoas nascem com essa taxa basal muito alta, o que permite ingerir muitas calorias, pois elas já têm uso definido.

FOME SIM, GORDURA NÃO
Um estudo da Universidade da Califórnia mostrou que a serotonina, neurotransmissor que controla a fome e a deposição de gordura, faz as duas coisas por canais distintos. Acredita-se que alguns dos comilões que não engordam têm a sinalização da fome funcionando bem, e a da deposição de gordura com alguma falha.

DISCIPLINA
Muito "magro de ruim" por aí pode ser uma farsa. Há magrinhos que comem bastante nas refeições, mas nunca fora de hora. Já alguns com excesso de peso têm almoços e jantais frugais, mas sucumbem a ataques de fome repentinos e beliscam guloseimas entre as refeições. 

MÚSCULOS
Genética não é tudo. A quantidade de músculos do corpo também faz com que alguns tenham um gasto calórico maior do que outros - e, portanto, possam comer mais sem engordar. Para ter uma ideia, 1 quilo de músculo torra 80 calorias por dia simplesmente para existir, enquanto 1 quilo de gordura gasta só 5 calorias.

JUVENTUDE
Você conhece alguém em seus 50 ou 60 anos que coma muito e nunca engorde? Ou seus exemplos são sempre de jovenzinhos? Nossa massa magra diminui paulatinamente com o avançar da idade, e a quantidade de atividade física diária também costuma diminuir. Mais magros e sedentários, deveríamos comer muito menos pra manter o peso - difícil né?

Fonte:
Revista Super Interessante, edição 276 março/2010.
Bayardo, Bioquímica Básica, 2ª edição, Guanabara Koogan.

Catarina Tenório.

O poder do queijo

Nós nos deliciamos com os vários tipos de queijos mas poucos sabem como eles  atuam em nosso organismo. O queijo pode: influenciar no nosso sono, evitar cáries e ser uma excelente fonte de nutrientes, além de viciar.
O queijo é uma excelente fonte de cálcio, proteína e fósforo, mas sua desvantagem em relação ao leite é que ele apresenta uma grande quantidade de gordura saturada.  Essa desvantagem associada a um aumento mundial do consumo de queijo pode trazer alguns malefícios à saúde como o aumento do risco de se desenvolver doenças cardíacas, transtornos de humor, esquizofrenia e diabetes tipo 1.
Um estudo que tem causado surpresa às pessoas é o de que o queijo tem poder de viciar. Uma parte do leite de vaca é constituído por uma proteína chamada caseína, então depois que consumimos o queijo essa caseína é quebrada no nosso estômago, se transformando em um peptídeo chamado casomorfina. O que poucos sabem é que a casomorfina tem efeitos de opiáceo em nosso organismo, se assemelhando à morfina. A presença da casomorfina no organismo pode produzir falta de consciência, comportamento anti-social e anti-verbal, por isso o queijo deve ser um dos alimentos a ser evitado quando se trata de crianças com autismo. A partir disso também podemos tirar conclusões sobre o quão difícil pode ser desmamar um bebê e o poder do leite da mãe em aliviar as dores do neonato.
Apesar do vício que o queijo pode trazer ele também pode atuar de forma benéfica no nosso organismo. Um estudo realizado na Inglaterra com seis variedades de queijos ingleses percebeu que ao contrário do que várias pessoas pensam o queijo pode proporcionar uma noite de sono  livre de pesadelos e mais tranquila. O queijo contem um aminoácido chamado triptofano que alivia tensões e ajuda na hora do sono.  Estudos mostram também, que algumas variedades de queijo, como o cheddar e o muzzarela podem ajudar na prevenção das cáries já que o cálcio, fósforo e proteínas do leite podem ajudar na proteção do esmalte dentário; o queijo aumenta a salivação livrando os dentes de ácidos e açúcares; e o queijo pode ter um efeito antibacteriano na boca.
Como foi dito no começo do texto o excesso de queijo pode trazer danos à saúde e um dos piores é o de doenças cardiovasculares, mas algo curioso observado nos países com maior consumo de queijo, como a França é que a população possui um menor risco de desenvolver esse tipo de doença. Uma das explicações encontradas para esse fato é a ingestão correta de vinho diariamente. Outro ponto importante que deve ser destacado é que o vício no queijo não é uma estratégia das industrias produtoras desse produto para que vendam cada vez mais, a caseína que é quem vai desencadear o processo de transformação em casomorfina é encontrada em todos os tipos de leite inclusive no materno.
Sabendo assim mais sobre o queijo e um pouco do leite podemos fazer deles aliados para uma alimentação saudável e também para a construção da qualidade de vida.

Referencias Bibliográficas:

Postado por: Ana Maria Maya